quinta-feira, 10 de abril de 2014

Suddenly I See

O rosto dela é um mapa do mundo
É um mapa do mundo
Você pode ver, ela é uma garota linda
Ela é uma garota linda
E tudo ao seu redor é um poço prata de luz
As pessoas que a cercam sentem o benefício disso
Te faz calmo
Ela mantém você na palma da mão

De repente eu vejo , de repente eu vejo.
Isso é o que eu quero ser
De repente eu vejo, de repente eu vejo.
Por que diabos isso significa tanto para mim? De repente eu vejo...
Isso é o que eu quero ser
De repente eu vejo, de repente eu vejo...
Por que diabos isso significa tanto para mim?

Eu sinto como se estivesse atravessando o mundo
Como se estivesse atravessando o mundo
Você pode ouvir, ela é uma linda garota
Ela é uma linda garota
Ela preenche cada esquina, como se fosse nascida em preto e branco
Faz você ficar atento quando você está tentando lembrar
O que você ouviu?
Ela gosta de deixar você pensando em uma palavra

De repente eu vejo, de repente eu vejo...
Isso é o que eu quero ser
De repente eu vejo, de repente eu vejo.
Por que diabos isso significa tanto para mim? De repente eu vejo...
Isso é o que eu quero ser
De repente eu vejo De repente eu vejo...
Por que diabos isso significa tanto para mim?

E ela é mais alta que os outros
E ela está olhando para mim
Eu posso ver seus olhos olhando da página na revista
Ela me faz sentir como que eu pudesse ser uma torre
Uma grande e forte torre
Ela tem a força para ser
A força para ceder
A força para ver
Yea yea
De repente eu vejo!!!

Ela tem o poder de ser
O poder de ceder
O poder de ver
Yea yea




quarta-feira, 9 de abril de 2014

A experiência mais incrível da vida, tornar-se mulher

Tornar-se Mulher...

Quem disse que tornamo-nos mulher e não apenas nascemos mulher acertou em cheio. Ser mulher é um processo de amadurecimento que muito pouco tem a ver com feminilidade. Tornar-se mulher exige muito de um ser. É um processo de reconstrução constante. Toda mulher é uma fênix, não importando muito como se leva a vida. Todas nós morremos um pouco, e ressurgimos renovadas, às vezes dói mais, às vezes dois menos, dificilmente não doa, mas isso nos ensina muito sobre o valor da felicidade, essa felicidade verdadeira que não exige fórmula.

 Viver a cada dia com novos desafios e rotina bagunçada querendo acertar faz parte da vida. Tornar-se mulher tem muito mais a ver com a vida adulta do que antes eu poderia imaginar. Tem a ver com descobrir-se mais, proibir-se menos e aceitar nossos medos, chamá-los para uma conversa franca, encará-los de frente, de peito aberto e aprender a lidar com eles. Não é fácil reconhecer.

Machucamo-nos a todo instante tentando acertar, e outras vezes libertamo-nos muito jogando para o alto e fazendo tudo errado ou simplesmente fazendo. É uma experiência divisora de águas, permitir-se errar. Aprendemos. Aprendemos que não precisamos sempre estar na água e nem sempre estar na terra. Tudo tem um ponto de equilíbrio. Engana-se quem pensa ser um só.

No processo de tornar-se mulher, eu particularmente tenho sentido muita dor, culpa, alivio, medo, liberdade e independência. Esse processo que não nos prepara para entender que não devemos separar, mas somar. Esse processo dói. E acontece sem quaisquer avisos.

Tornar-se mulher tem a ver com olhar-se com amor e olhar bem pra dentro, buscando não valorizar tanto assim nossos defeitos e muito menos acharmos que apenas nós somos boas no que fazemos. É respirar fundo e muitas vezes deixar simplesmente acontecer.

Tornamo-nos mulher aos poucos, e pouco tem a ver com usar ou não batom, com rímel, pó, base, sombra e blush. Tem mais a ver mesmo com os dias que não usamos, com os dias que nos olhamos cara a cara com o espelho e decidimos que não é só isso que nos compõe. Tem a ver com como nos sentimos em relação a nós mesmas e procurar se sentir bem, aceitar as mudanças, aprender a ser flexível com quem mais importa nesse momento, ou seja, “eu”.


Laila Naymaer


terça-feira, 8 de abril de 2014

Tudo volta sempre ao nornal

Ando me sentindo violentada pela vida, to parecendo um animal ferido, me esgueirando, desejando não ser tocada, nem na pele e nem na alma. Sinto que preciso de algo que abale as minhas estruturas positivamente.

Parece que a minha alma foi estuprada nesses últimos tempos, parece que algo roubou as últimas lembranças de paz. Algumas coisas, pessoas e momentos me forçaram a descobrir coisas que eu sempre evitei. Não são coisas de fora, são coisas de dentro. Sempre as neguei, evitei usá-las, mas parece que hoje elas simplesmente acontecem.

Não ando querendo me descobrir um pouco mais. Tenho medo. Parece que existe um animal a espreita dentro de mim, algo que me força, mas que liberta. Algumas opiniões me assustam, mas não são propriamente eles que eu temo, são as coisas que elas despertam em mim há alguns anos.

Às vezes sinto medo das reações que as pessoas me provocam. Não de sentido sexual, de sentido geral, algumas me geram náuseas, outras tédio, mas algumas me provocam uma imensa fascinação. Tudo coisa de momento, depois fica tudo sempre igual.


Laila Naymaer


Quando eu sinto que estou perdendo controle de tudo

O fato de querer mudar, e mudar sempre quando sinto que a vontade me entrega deixando transparecer bem mais do que uma vaidade pessoal. Acho de uma angustia tremenda me prender a estereótipos, padrões e modelos, mas como é difícil tentar se desprender desses. A liberdade me enerva e me transmite medo, me assusta, mas me desafia.

Quando a gente decide mudar, pode mudar detalhes ou algo bem mais que isso, mas pra mim a mudança repentina não passa de uma tentativa de achar bem mais do que eu espero, talvez me surpreender. São essas inconstâncias que me matam. Criar e negar expectativas, para tentar não me machucar um pouco mais. Mas é tão difícil não criar expectativas.

Quando eu sinto que estou perdendo controle de tudo me autoafirmo reforçando a ideia de que ainda tenho controle sobre mim. Mesmo sendo isso uma grande mentira, me conheço, e sei que o meu maior desejo é perder totalmente o controle por um segundo, só para ver se eu volto a sentir tudo pulsar como antes.


Laila Naymaer